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Nutrição infantil: ativos para cada fase da infância

A infância é um período de intenso crescimento e desenvolvimento. É nessa fase que o organismo precisa de energia, proteínas, vitaminas, minerais e outros nutrientes para sustentar processos que vão da formação dos ossos e músculos ao funcionamento do sistema imunológico e do sistema nervoso.

Mas cuidar da nutrição infantil não significa simplesmente oferecer um multivitamínico todos os dias.

A base continua sendo uma alimentação adequada, variada e compatível com cada fase da infância. O Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos, do Ministério da Saúde, reforça justamente a importância da diversidade alimentar e da construção de uma relação saudável com os alimentos desde os primeiros anos de vida.

Em algumas situações, porém, a alimentação pode não ser suficiente para atender determinadas necessidades. Deficiências nutricionais, dietas restritivas, dificuldades alimentares e condições clínicas específicas são exemplos de situações que podem exigir avaliação profissional e, quando indicado, suplementação.

É aí que a individualização se torna especialmente importante.

Nutrição infantil: alimentação variada é o primeiro passo

Não existe um único alimento capaz de fornecer tudo aquilo de que uma criança precisa.

Por isso, uma alimentação saudável deve incluir diferentes grupos alimentares, respeitando a idade, a cultura da família e as necessidades individuais da criança.

Frutas, verduras, legumes, cereais, feijões e outras leguminosas, carnes, ovos e demais alimentos adequados à faixa etária oferecem diferentes combinações de proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais e fibras.

O Ministério da Saúde orienta que alimentos in natura ou minimamente processados sejam a base da alimentação infantil.

Mais do que pensar em um nutriente isoladamente, portanto, é importante olhar para o padrão alimentar como um todo.

E quando a criança é muito seletiva para comer?

“Meu filho só come as mesmas coisas.”

Essa é uma preocupação frequente entre pais e responsáveis.

A recusa ocasional de alimentos pode acontecer durante o desenvolvimento. Entretanto, quando o repertório alimentar se torna muito limitado, grupos inteiros de alimentos são excluídos ou existe dificuldade persistente para experimentar novas preparações, vale conversar com o pediatra e o nutricionista.

A seletividade alimentar pode dificultar a ingestão adequada de determinados nutrientes e necessitar a suplementação, e aí surge a necessidade de suplementar para complementar a falta desses nutrientes.

Quais nutrientes merecem atenção durante a infância?

As necessidades mudam conforme idade, alimentação, condições clínicas e fase de desenvolvimento. Alguns nutrientes, porém, têm papéis especialmente relevantes.

Ferro: participa da formação da hemoglobina e do transporte de oxigênio. A deficiência de ferro é uma das carências nutricionais mais relevantes na infância e pode comprometer diferentes aspectos do desenvolvimento.

Vitamina D: tem papel importante na saúde óssea e no metabolismo do cálcio e na imunidade. Existem recomendações específicas de suplementação durante determinadas fases da infância, que devem ser acompanhadas pelo profissional responsável.

Vitamina A: participa de processos relacionados ao crescimento, visão e funcionamento do sistema imunológico.

Vitamina B12: é importante para o funcionamento neurológico e para diferentes processos metabólicos. Crianças com dietas restritivas, especialmente aquelas sem fontes adequadas de alimentos de origem animal, podem precisar de atenção especial.

Zinco: participa do crescimento, da integridade celular e do funcionamento do sistema imunológico.

Ômega 3, especialmente DHA: participa da estrutura e do desenvolvimento do sistema nervoso e visual.

Mas atenção: conhecer a função de um nutriente não significa que seja necessário suplementá-lo.

A necessidade deve ser analisada individualmente.

Imunidade infantil não depende de uma vitamina isolada

Quando uma criança fica doente com frequência, é comum surgir a busca por algo para “aumentar a imunidade”.

O funcionamento do sistema imunológico, entretanto, depende de diversos fatores.

Alimentação equilibrada que atenda as necessidades nutricionais, sono adequado, atividade física, vacinação, saúde intestinal e condições gerais de saúde fazem parte dessa equação.

Vitaminas A, C e D, além de minerais como ferro e zinco, participam de processos relacionados à função imunológica.

Sono e atividade física também fazem parte da saúde infantil

Nutrição é essencial, mas não trabalha sozinha. Dormir adequadamente participa de processos importantes de desenvolvimento, aprendizagem, comportamento e regulação do organismo.

A atividade física e as brincadeiras ativas também fazem parte de uma infância saudável. Correr, brincar, pular, explorar e passar tempo ao ar livre não são apenas diversão. São experiências importantes para o desenvolvimento físico, motor e social.

Por isso, cuidar da saúde infantil significa olhar para a rotina de maneira completa, e não apenas para o que existe no prato ou no frasco de vitaminas.

Saúde intestinal também merece atenção

O intestino desempenha funções que vão além da digestão.

Uma alimentação diversificada, especialmente com presença adequada de fibras e diferentes alimentos in natura ou minimamente processados, ajuda a compor uma rotina favorável à saúde intestinal.

Probióticos também são frequentemente associados à saúde gastrointestinal, daí a importância do profissional da saúde acompanhar a saúde intestinal do paciente.

Quando existem sintomas gastrointestinais recorrentes, o ideal é investigar a causa com o profissional responsável antes de iniciar o tratamento.

Quando investigar uma possível deficiência nutricional?

Algumas situações podem justificar uma avaliação mais cuidadosa, como:

  • alimentação muito restritiva;
  • exclusão de grupos alimentares;
  • dietas vegetarianas ou veganas sem acompanhamento adequado;
  • dificuldades persistentes de alimentação;
  • alterações no crescimento ou desenvolvimento;
  • condições que interferem na absorção de nutrientes;
  • doenças crônicas;
  • uso prolongado de determinados medicamentos;
  • suspeita clínica de anemia ou outras deficiências.

Isso não significa que esses sinais confirmem uma carência nutricional. O pediatra ou nutricionista pode avaliar alimentação, histórico de saúde e crescimento e, quando necessário, solicitar exames para investigar possíveis deficiências e ainda receitar a suplementação adequada.

Quando a suplementação infantil pode ser necessária?

Suplementação não deve ser sinônimo de “garantia extra de saúde”.

Ela pode ser importante quando existe uma indicação do profissional de saúde, como prevenção de determinadas deficiências em fases para as quais existem recomendações estabelecidas, baixa ingestão de um nutriente, deficiência diagnosticada, restrição alimentar ou condições clínicas particulares.

Existem, inclusive, políticas públicas brasileiras voltadas à prevenção de carências específicas na infância, como estratégias de suplementação de ferro, vitamina A e micronutrientes. Governo Federal A necessidade, dose e duração, porém, variam conforme a situação.

Suplemento infantil também pode fazer mal quando utilizado incorretamente

O fato de vitaminas e minerais serem nutrientes essenciais não significa que possam ser utilizados em qualquer quantidade.

Mais não significa melhor. Combinar diferentes suplementos que apresentam os mesmos nutrientes pode, por exemplo, elevar a ingestão total sem que os responsáveis percebam.

A literatura pediátrica alerta que o uso sem acompanhamento pode resultar em doses inadequadas, ausência de benefício e risco de excesso de determinados componentes.

Fórmulas personalizadas podem facilitar o cuidado com as crianças

Quando a suplementação ou um tratamento é indicado, aparece outro desafio: como fazer a criança aceitar e utilizar corretamente a formulação?

Uma criança pequena pode ter dificuldade para engolir cápsulas. Outra pode apresentar resistência a determinado sabor. Há ainda situações em que a dose necessária não corresponde às apresentações padronizadas disponíveis.

É nesse contexto que a manipulação farmacêutica pode ser uma aliada. Na Bioexata, as fórmulas podem ser preparadas de maneira personalizada, respeitando a prescrição ou orientação profissional e a viabilidade farmacotécnica.

Isso permite ajustar características como concentração, combinação de ativos e forma farmacêutica, de acordo com as necessidades individuais de cada criança.

Quando tecnicamente possível, diferentes nutrientes compatíveis também podem ser reunidos em uma mesma formulação, ajudando a tornar a rotina de suplementação mais prática.

E a personalização não termina nos ativos. Dependendo da formulação prescrita e da avaliação farmacêutica, podem ser utilizadas formas farmacêuticas mais adequadas ao público infantil, como gomas, chocolates e pirulitos, facilitando a administração e a adesão ao tratamento.

O objetivo é preparar aquilo que a criança realmente precisa de uma maneira compatível com suas necessidades.

Cada criança é única. A suplementação também deve ser.

Duas crianças da mesma idade podem ter alimentação, rotina, condições de saúde e necessidades completamente diferentes. É por isso que a suplementação infantil não deve seguir uma lógica de receita pronta e por isso que a manipulação farmacêutica pode ser a maior aliada neste caso.

Primeiro vem a avaliação. Depois, quando houver necessidade, define-se quais nutrientes ou ativos são indicados, em quais quantidades e durante quanto tempo.

Na Bioexata podemos desenvolver fórmulas personalizadas de acordo com as necessidades individuais de cada criança, ajustando ativos, concentrações e formas farmacêuticas conforme a prescrição e a viabilidade da formulação.

Assim, a manipulação se torna uma ferramenta para tornar o cuidado prescrito mais individualizado e adequado à rotina infantil.

Quer saber mais sobre fórmulas personalizadas para crianças?

Entre em contato com a Bioexata e fale com nossa equipe de farmacêuticos.

Farmácia Bioexata: 25 anos de cuidado. Sua história, nossa história.

Perguntas frequentes

Toda criança precisa tomar vitaminas?

Não. Crianças saudáveis que recebem alimentação adequada podem não precisar de suplementação. Existem recomendações específicas para algumas faixas etárias e situações, e outras necessidades devem ser avaliadas individualmente.

Crianças com seletividade alimentar precisam de suplemento?

Não necessariamente. É importante avaliar a variedade e quantidade consumida, crescimento, desenvolvimento e possíveis deficiências antes de definir a necessidade de suplementação.

Posso dar vitaminas para meu filho sem orientação?

Não é recomendado. A Anvisa orienta que crianças utilizem suplementos com acompanhamento profissional, pois ingredientes e limites de consumo variam conforme a faixa etária.

A Bioexata farmácia de manipulação pode personalizar uma fórmula infantil?

Sim. Quando houver indicação, a Bioexata pode preparar fórmulas personalizadas conforme as necessidades da criança, a prescrição ou orientação profissional e a viabilidade farmacotécnica, incluindo ajustes de ativos, concentração e forma farmacêutica.

É possível colocar vários nutrientes na mesma fórmula?

Em muitos casos, sim, desde que os ativos sejam compatíveis entre si e a combinação seja tecnicamente adequada. A composição deve respeitar as necessidades individuais da criança e a orientação profissional.

Referências

Barretto JR, Gouveia MADC, Alves C. Use of dietary supplements by children and adolescents. J Pediatr (Rio J). 2024;100(Suppl 1):S31-S39. DOI: 10.1016/j.jped.2023.09.008.

World Health Organization (WHO). Infant and Young Child Feeding. https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/infant-and-young-child-feeding

Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Suplementação de Micronutrientes. https://www.sbp.com.br/pediatria-para-familias/nutricao/suplementacao-de-micronutrientes/

American Academy of Pediatrics. Nutritional Supplements, Vitamins & Boosting Your Child’s Immunity. https://www.healthychildren.org/English/healthy-living/nutrition/Pages/Do-Kids-Really-Need-Vitamins-or-Supplements-to-Stay-Healthy-and-Boost-Immunity.aspx

Instituto PENSI. Crianças podem tomar suplementos vitamínicos? https://institutopensi.org.br/criancas-podem-tomar-suplementos-vitaminicos/

Essentia Pharma. Nutrição infantil. https://essentia.com.br/conteudos/nutricao-infantil/

Cuidados Pela Vida. Como complementar a alimentação infantil com segurança? O papel dos suplementos. https://cuidadospelavida.com.br/blog/post/como-complementar-a-alimentacao-infantil-com-seguranca-o-papel-dos-suplementos

Ministério da Saúde. Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos. Brasília: Ministério da Saúde.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Orientações sobre suplementos alimentares para crianças, gestantes e lactantes. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/alimentos/suplementos-alimentares/orientacoes-para-criancas-gestantes-e-lactantes

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